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EM CASA COM DEUS

“Aconteceu num dia de sábado que Jesus entrou na sinagoga, e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. 8Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio”. Ele se levantou, e ficou de pé. Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?”

Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.”  (Lucas 6, 6-11)

Amados irmãos e irmãs, como nos é sempre necessário um discernimento a repeito de nossas reações quando se diz respeito ao que as pessoas que conosco convivem realizam ou decidem nos caminhos de suas vidas e principalmente de suas açoes, que por muitas vezes podem nos influenciar ou que talvez não tenham nenhuma influência direta sobre nossas vidas.

Porém uma compreensão de nossas reações é em muito importante, pois pode mudar o rumo de nossos relacionamentos e de nossas vidas e daqueles que vivência o cotidiano de nossas vidas sendo por vezes o ponto de patida no que tange ao início de um novo ciclo de comportamentos e seus desdobramentos.

É bem certo que muitas vezes somos criticados e também criticamos as pessoas por suas decições, mas somos chamados a uma melhor apreciação, sendo que muitas vezes as pessoas estão fazendo o bem, estão promovendo o bem, a vida, o bem estar do proximo e não muito distante as vezes em que nos encolerizamos somente porque não gostamos da pessoa ou porque no mais profundo dos sentimentos não tivemos a coragem e nem mesmo a iniciativa de realizar tal ação benéfica e libertadora para pessoas que se encontravam em situação de necessidade.

Assim o texto Sagrado nos propões dentre as reflexões possíveis um olhar para a atitude de que a qualquer hora e dia é muito importante que sejamos inclinados a realizar o bem, a realizar ações que promovão a cura e principalmente o auxílio daqueles que estão fragilizados e que não devemos nos esconder atrás de falsas desculpas para nos ausentarmos de tal ação e muito menos tentar até justificar nossas falta de iniciativa por causa de conceitos e doutrinas alicerçadas apenas no egoísmo e comodismo humano.

Não há hora marcada para fazer o bem, não há limites para realizar as práticas do amor e do resgate da diginidade humana, percebendo assim quue muitas vezes somos omissos nessa atitude, e ainda mais quando dificultamos a vida e as iniciativas daqueles que se projetam a realizar o bem e o paz.

Está aí uma das atitudes que estão tão evidentes em nossos relacionamentos, a falta de iniciativas e a crítica daqueles que ousam e tem coragem de realizar algo fora dos padrões tão domesticados da bondade, onde desculpas de todas as ordens sociais, de todos os mesdos de violência, de todas a descriminações, vão se acumulando e engessando a humanidade no cuidado para com o próximo.

Quantas pessoas se apresentam a nós durante nossa vida, com mãos, pés, olhos, menbros, coração, sentimentos e tudo mais mirrados, atrofiados pelo sofrimento e pelas ausências, independênte dos nosso jungamentos tão infantis, o amor nos chama realmente a agiar, a cuidar, a reparar, a restaurar, dentro de nossas famílias quantas pessoas com suas feridas ainda expostas e sem sequer um bálsamo do afeto e da atenção.

Sabe povo amado de Deus, um chamado grita alto em nossos ouvidos, o clamo da piedade, o clamor da compaixão, o clamor da sensibilidade, pois em um sociedade cada vez mais individualista e objetivista, os enfraquecidos, os mirrados, os feridos, estão cada vez mais sem ao menos a oportunidade da restauração, que muitas vezes não necessida de valores financeiros, mas de valores presenciais, do afago, do abraço, o ouvir e do acompanhar.         Antes da crítica, vamos primeiro permitir que a sabedoiria divina nos inspire a ver com os olhos do amor, se tais ações ou iniciativas estão realmente levando ajuda, socorro e dignidade, e se isto estiver acontecendo, que nossa atitude seja cada vez mais de ajuda, e que  vigilantes em nossas ações possamos extinguir cada vez mais o egoísmo doentio e a inércia acomodade de nossas vidas e assim propor um mundo de mais cuidado, de mais vida, de mais paz, de mais dignidade e respeito a vida humana.

Que a Sagrada Família de Nazaré nos proteja e guarde. Deus sempre os abençoe!

Luciano Mota Peixoto

Diácono Permanente

@emcasacomdeus

Facebook: Diácono Luciano Mota Peixoto

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